Em Isaías tem-se a discrição misteriosa de uma criatura engrandecida e que se perverteu. Era como a Alva, a brilhante estrela da manhã, mas, encantada consigo mesma perdeu a luz que lhe fora dada.
No Apocalipse tem-se uma declaração acerca de Jesus: da raiz de Davi e a Estrela da Manhã.
Jesus é Aquele que sendo Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus, antes a Si mesmo Si humilhou, fazendo-se servo, humano, mais que apenas humano: visceralmente humano em sua divindade. Jesus, Deus, como homem glorifica a Deus, e se curva ante Quem Deus é. Ante Deus o próprio Deus se curva. Por isso Deus é amor. Por isso Deus é humilde. E por isso Deus exalta a Si mesmo em Jesus. Jesus é o homem tratando Deus como Deus. Jesus é assim o primogênito da criação, pois, sendo Deus, tratou a Deus como Deus. Ele, Jesus, é; porém, se curvou ante ao Pai como se um dia não tivesse sido.
Satanás, todavia, é aquele que não sendo Deus, julgou como usurpação o ser maior e mais que Deus, e, por isso, se desvestiu de toda santidade, perdendo-se; e se tornando o anti-ser daquele ser que ele mesmo um dia tinha sido.
Assim, quando a Bíblia cita o ser perdido como um dia tendo sido a estrela da manhã e menciona Jesus como sendo a Estrela da Manhã, o que ela faz é apenas mostrar como Jesus foi obediente em tudo, até a morte e morte de Cruz, tendo recebido do Pai autoridade, glória e poder sobre todo principado, potestade e poder.
É a mesma coisa que dizer que Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. De fato, é até brincadeira a comparação, porém, a comunicação acontece dentro do ambiente das referencias lingüísticas e comparativas, e, portanto, até aquilo que é inspirado recorre ao que é limitado a fim de estabelecer o significado das diferenças entre Jesus e o resto dos poderes desta existência.
Simplificadamente é o que penso sobre estes textos aqui em comparação, e também em relação a todos os outros que existem sob o mesmo principio.
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